segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Viriato Clemente da Cruz

Viriato Francisco Clemente da Cruz (Porto Amboim, 25 de março de 1928 até Pequim, República Popular da China, 13 de junho de 1973) foi considerado um importante impulsionador de uma poesia angolana, nas décadas de 1940, 1950 e 1960, e um dos líderes da luta pela libertação de Angola. Viriato cresceu numa família em situação económica difícil, uma vez que o seu pai o tinha abandonado. Apesar destas dificuldades, fez estudos liceais no Liceu Salvador Correia. Nos anos 1950 esteve em contacto com a movimentação anticolonial clandestina em Luanda, incluindo o Partido Comunista Angolano (PCA), fundado naquela altura. 

Abandonou Angola por volta de 1957 para se dirigir a Paris onde se encontrou com Mário Pinto de Andrade, desenvolvendo atividades políticas e culturais. A primeira digressão pela China Continental foi em novembro de 1958, e durou 3 semanas. Tanto Viriato da Cruz e Mário Pinto de Andrade foram a Pequim, Xangai e Guangzhou (Cantão). Tal como Mário Pinto de Andrade, Viriato participou na fundação, no exterior de Angola, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), em 1960, tornando-se o seu secretário-geral. Nesta capacidade fez parte de uma delegação da recém-formada FRAIN (Frente Revolucionária Africana pela Independência Nacional dos Povos sob Domínio Português) que, ainda em agosto de 1960, fez uma viagem à China para obter apoios. Este foi um passo fundamental para Viriato da Cruz. Ele trouxe dinheiro que ajudou a nível político-militar e financeiro o MPLA. 

Em 1962, Viriato da Cruz abandonou o cargo de secretário-geral do MPLA, devido a insanáveis divergências com o presidente do movimento, Agostinho Neto, e foi formalmente expulso, em 1963. Nos dias 24 e 30 de abril de 1963, Viriato da Cruz participou na Conferência de Jornalistas Afro-Asiáticos, patrocinada pelos regimes de Ahmed Sukarno e Mao Zedong, que levou à fundação da respectiva associação, que excluía propositamente a União Soviética, recorrendo ao argumento que eram "brancos". Por outras palavras, ajudou a instituir mais um organismo rival criado pela China Continental, contra a União Soviética. Viriato integrou a mesa da presidência da reunião, em representação de Angola.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ana Paula Ribeiro Tavares

Ana Paula Ribeiro Tavares (Lubango, província da Huíla, Angola, 30 de Outubro de 1952) é poetisa 1 . Iniciou o seu curso de história na Faculdade de Letras do Lubango (hoje ISCED- Instituto Superior de Ciências da Educação - Lubango) terminando-o em Lisboa. Em 1996 concluiu o Mestrado em Literaturas Africanas. Actualmente vive em Portugal, faz o Doutoramento em literatura e lecciona na Universidade Católica de Lisboa. Ana Paula Tavares é a única poetisa contemporânea do período pós-independência angolana (11 de Novembro de 1975). 

Sempre trabalhou na área da cultura, museologia, arqueologia e etnologia, património, animação cultural e ensino. Participou em simpósios, congressos, comissões de estudo e elaboração de inúmeros projectos da área cultural. Foi Delegada da Cultura no Kwanza Norte, técnica do Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica (hoje Arquivo Histórico Nacional) do Instituto do Património Cultural. Foi membro do júri do Prémio Nacional de Literatura de Angola nos anos de 1988 a 1990 e responsável pelo Gabinete de Investigação do Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica em Luanda, de 1983 a 1985. É também membro de diversas organizações culturais como o Comité Angolano do Conselho Internacional de Museus (ICOM), Comité Angolano do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), da Comissão Angolana para a UNESCO. Tanto a prosa como a poesia de Ana Paula Tavares estão presentes em várias antologias em Portugal, no Brasil, em França, na Alemanha, em Espanha e na Suécia. 

Obras:

1985 Ritos de Passagem (poesia). Luanda: UEA, 1985 [2 ed. Lisboa: Caminho, 2007]. 
A primeira edição de Ritos de Passagem ocorreu em Angola, em 1985. A reedição de seu primeiro livro de sai agora pela editora Caminho (Portugal), esta versão vem enriquecida por ilustrações de Luandino Vieira: um escritor que lê a poesia de Paula Tavares através de manchas de café e tinta-da-china. 

 1998 Sangue da Buganvília: crônicas (prosa). Centro Cultural Português Praia-Mindelo, 1998. As pouco mais de setenta crônicas que compõem o volume O sangue da buganvília, editado em 1998 pelo Centro Cultural Português de Cabo Verde, as crônicas foram em princípio escritas para serem lidas em um programa da Rádio de Difusão Portuguesa, com transmissão para os países africanos de língua portuguesa. 

1999 O Lago da Lua (poesia). Lisboa: Caminho, 1999. O Lago da Lua, é de acordo com a crítica, um dos mais belos livros publicados em língua portuguesa, no ano de 1999. O texto pode ser descrito como a associação de uma serena, quente, sensível natureza africana, à mais vibrante, dolorosa, misteriosa sensibilidade feminina. Lá estão Angola e Cabo Verde, o Sul da África, a relação da água e do sangue menstrual, do sofrimento ao prazer, do corpo ao corpo, a visita do amor, a velhice, a memória. Tudo isto numa cadência delicada e forte ao mesmo tempo, em metáforas ricas, que conotam os astros e os sentidos e se espraiam por textos hiperintimistas ou pela descrição carinhosa, sendo agreste, do mundo primitivo dos medos e dos feitiços, dos gados transumantes, das horas verdes da seiva. A evocação das máscaras, das escarificações, das fogueiras, dos colares dos dias de luto está num pólo, não muito longe das citações da Bíblia; no outro pólo está o Japão de Mishima e Kawabata; por toda a parte, disseminada, está também a cultura europeia de Paula Tavares. E tudo isto por vezes se mistura e faz a universalidade, a candente harmonia e a originalidade da poesia de Ana Paula Tavares. 

2001 Dizes-me Coisas Amargas Como os Frutos (poesia). Lisboa: Caminho, 2001. Em "Dizes-me coisas amargas como os frutos", de 2001, a escrita poética deixa visível a intenção de povoar o texto com dados concretos da realidade que, pousa no texto, muitas vezes, com seus sentidos expandidos ou apenas sugere relações que demandam um olhar mais cuidadoso sobre os costumes da terra angolana. Talvez seja esse transbordar de sensações, de toques suaves, que apreende o leitor, mesmo aquele que desconhece os dados concretos que habitam os versos de Paula Tavares. Encanta o leitor a exploração de recursos próprios da escrita poética, o trabalho cuidadoso com a plasticidade das cenas, das elaborações sensuais que organizam os poemas, comedidos, sintéticos, avessos ao excesso. 

2004 A Cabeça de Salomé(prosa). Lisboa: Caminho, 2004. "Deslizar os dedos por manuscritos antigos"; é o que fazem as vozes enunciadoras das crônicas de A Cabeça de Salomé, cujo corpo poético apreende, por entre o fluir de sons, tradições, cheiros e sabores, a arquitetura insondável dos mistérios da vida, da terra, da magia das letras do mundo angolano de Paula Tavares. Palavras borbulham, transgressoras, no avesso do mito bíblico subvertido: é a cabeça de Salomé a ofertada, mas num cesto cokwe… Tecido por intenso erotismo da linguagem, novos olhares femininos se impõem, seja pela saudade amorosa do velho Kinaxixe, seja pela cartografia dos sonhos de Felícia, seja ainda pela crítica à demolição do palácio de Ana Joaquina. Este livro trata, em última instância, da sedução: da mulher, da terra, da palavra. Merece ser lido, em silêncio, como num ritual de amanhecer… 

 2005 Os olhos do homem que chorava no rio (romance), em co-autoria com Manuel Jorge Marmelo. Lisboa: Caminho, 2005. Um romance que é mais uma prosa poética, quase sem enredo, que trata de um tipógrafo brasileiro que, à beira do rio Douro, faz um devaneio em que procura recuperar a vida perdida e descobre que ainda pode amar. Escrito a quatro mãos, pela angolana Ana Paula Tavares e pelo portuense Manuel Jorge Marmelo, Os olhos do homem que chorava no rio mais parece feito por uma só alma, embora tenha tido o seu tema sugerido por um terceiro escritor, o brasileiro Paulinho Assunção. Assim, a exemplo de um antigo romance de Adonias Filho (1915-1990), Luanda Beira Bahia, de 1971, refaz-se uma triangulação nas literaturas de expressão portuguesa, desta vez, reunindo Huíla, Porto e Belo Horizonte. Segundo Paulinho Assunção (1971), amigo dos autores, este é um livro-música-de-câmara. E o define muito bem, pois é mais uma fantasia onírica. Afinal, de sua leitura pode-se ouvir sons mágicos, o som que vem da correnteza do rio, do fluxo de pensamento. Como não se sabe quem escreveu o quê, o que se pode dizer é que os autores produziram um romance que é também uma prova prática das idéias do pensador francês Gaston Bachelard (1884-1962), autor A Água e os Sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria (São Paulo, Martins Fontes, 1989, tradução de Antônio de Pádua Danesi), para quem "contemplar a água é escoar-se, dissolver-se, é morrer". Até porque não há quem, ao se sentar perto de um riacho, não caia em devaneio profundo nem deixe de rever a sua ventura. 

2007 Manual Para Amantes Desesperados (poesia). Lisboa: Caminho, 2007. Segundo um dito umbundu, «Um cesto faz-se de muitos fios». Também uma teia. Teia é o poema fabricado pelos fios das palavras que lhe tecem, minuciosos, o corpo. Assim é a poesia de Ana Paula Tavares, voz depurada da Literatura Africana de Expressão Portuguesa. Manual para Amantes Desesperados, livro editado em 2007 e Ritos de Passagem, o título inaugural da autora, reeditado no ano passado, são duas urdiduras poéticas que motivam este nosso texto. Em Manual para Amantes Desesperados, a teia que a poeta tece é feita de fogo e sede, de areia e vento, de sangue e febre, de sons e de segredos. Tecedeira exímia, a poeta mostra que é oriunda de um lugar onde "há pedras antigas /gastas das mãos das mulheres /que inventam a farinha de levedar /os dias".

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Graham Greene

Henry Graham Greene (Berkhamsted, 2 de outubro de 1904 – Vevey, 3 de abril de 1991) mais conhecido como Graham Greene, foi um escritor inglês, com uma obra composta de romances, contos, peças teatrais e críticas literárias e de cinema. Formou-se na Universidade de Oxford, e começou sua carreira como jornalista, trabalhando como repórter e subeditor do The Times. Publicou cerca de 60 romances. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, de 1941 a 1943, trabalhou para o governo inglês no departamento de relações externas, dirigindo um escritório em Freetown, Serra Leoa. Muitos de seus romances, a partir de então, tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem. Seu primeiro livro de sucesso foi O Expresso do Oriente (1932). Outras obras: O Poder e a Glória (1940), Nosso Homem em Havana (1958) e O Fator Humano (1978). 

Muitas de suas obras foram transformadas em filmes. Suas obras falam muito de situações políticas de países pouco conhecidos e aos quais viajava frequentemente, como Cuba e Haiti. Outra temática frequente em sua obra é a religião. Tendo se convertido ao catolicismo em 1926, os dilemas morais e espirituais de sua época eram representados através de suas personagens. 

Graham Greene era considerado o maior 'escritor católico' da Grã-Bretanha, apesar de sua resistência em ser retratado dessa maneira. Em 1937 Greene era colaborador da revista Night and Day e escreveu uma reportagem sobre a atriz Shirley Temple afirmando que a rapariga, então com oito anos, era o centro das atenções no estúdio de homens de meia idade. Estas declarações valeram-lhe um processo em tribunal tendo o escritor se refugiado no México, país que não permitia a extradição, o que o impediu de ser preso.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nikolai Gogol

Nikolai Vasilievich Gogol (em russo: Николай Васильевич Гоголь; em ucraniano: Микола Васильович Гоголь, transliteração: Mykola Vassyliovytch Hohol, Poltava, Ucrânia, 20 de Março de 1809 - Moscovo, 21 de Fevereiro de 1852), foi um proeminente escritor russo de origem ucraniana. Apesar de muitos de seus trabalhos terem sido influenciados pela tradição ucraniana, Gogol escreveu em russo e sua obra é considerada herança da literatura russa. 

Toda a sua obra é fundada no realismo, mas um realismo muito próprio com rasgos do que viria a ser um surrealismo. Apesar da crítica fulminante, a obra é hoje apontada como absolutamente russa. Com vinte anos (1829), o jovem Gogol vai para São Petersburgo, onde conhece Alexandre Púchkin, o maior escritor de então, que lhe inspira devota amizade e fervorosa empatia, ideias novas para obras que ainda não tinham vindo à luz do dia, nomeadamente Noites na Herdade de Dikanka, sua obra de estreia, tendo sido publicada em 1831, obtendo Gogol o seu primeiro êxito. 

 Mas desde cedo revela uma personalidade complexa. Amante fervoroso da verdade, Gogol é um homem repleto de preocupações místicas, religiosas e patrióticas. A sua obra reflecte o lado moralista das questões que dizem respeito à condição humana, trágica e inapelavelmente priosioneira na sua jaula; mas a crítica efusiva censurava amiúde suas tentativas de fazer vingar o poder instituído e aparentemente inabalável. Gogol não fora político, não possuía um programa de acção contra o regime, que fazia da Rússia da época um país «metade caserna, metade prisão». 

No entanto, a crítica não revelaria sendo o bastante para caricaturar o jovem e proeminente escritor. Seu pai, antigo oficial cossaco, desenvolveu seu gosto pela literatura, e apesar do seu modo do género temerário, nunca fora o amparo na infância de Nikolai, ainda que o jovem nutrisse por seu progenitor verdadeira amizade. Sua mãe transmitiu-lhe a fé religiosa, que veio a desencadear em um misticismo doentio. Seus progenitores seriam portanto uma quota parte da influência em toda a sua obra. Depois de estudos medíocres, este jovem de fisionomia austera deixa a Ucrânia e encontra um modesto emprego de escritório ministerial em São Petersburgo. 

A distância de seu país natal e a nostalgia que dela resulta inspiraram alguns dos seus escritos. A panóplia de obras e romances do então funcionário para sempre enclausurado avivaram a sua carreira como autor, e após haver conhecido pessoalmente o romântico Alexandre Púchkin, sua obra despoletaria em um realismo próprio - não diremos insuflado, mas uma fonte riquíssima em artifícios paradoxais, tal como Dostoiévski havia traçado em sua obra. Prova desse realismo típico veio a ser a novela O Capote, cujo herói se tornara arquétipo do pequeno funcionário russo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Liev Tolstói

Lev Nikolayevich Tolstoi, mais conhecido em português como Leon ou Liev Tolstoi (em russo: Лев Николаевич Толстой; Yasnaya Polyana, 9 de setembro de 1828 — Astapovo, 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo.

Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias contrastavam com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Junto a Dostoiévski, Turgueniev, Gorki e Tchecov, Tolstoi foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX.

Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.1 Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.

Liev Nicolaevitch, conde de Tolstoi2 , nasceu em Yasnaya Polyana (nome da sua casa), que se localiza a 12 km de Tula e a 200 km de Moscovo. Era filho de Nicolas Ilyitch, conde de Tolstoi e de Maria Nicolaevna, princesa de Volkonsky. 

Com a morte prematura dos pais, foi educado por preceptores. Em 1851, na juventude, o sentimento de vazio existencial levou-o a alistar-se no exército da Rússia. Tal experiência colaboraria para que, mais tarde, se tornasse pacifista. Durante esta época de sua juventude, Tolstoi bebia muito, perdia muito dinheiro no jogo e dedicava muitas noites a ter encontros com prostitutas. Mais tarde, o velho escritor repudiaria esta fase de sua vida.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nuccio Ordine

Nuccio Ordine nasceu na cidade de Diamante, no sul da Itália. Atualmente é professor de Literatura Italiana na Universidade da Calabria em Cosenza, Itália. Pesquisador do Centro de Estudos da Renascença Italiana da Universidade de Harvard e da Fundação Alexander von Humboldt, foi professor convidado de universidades americanas (Yale, New York University) e européias (EHESS, Ecole Normale Supérieure Paris, Paris-IV Sorbonne, Paris-III Sorbonne-Nouvelle, CESR of Tours, Institut Universitaire de France, Paris-VIII, Warburg Institute, Eichstätt Universität, Institut d'Etudes Avancées de Paris). 

Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos de Giordano Bruno e da Renascença. Seus livros tem sido traduzidos para várias línguas, dentre elas inglês, francês, alemão, chinês, japonês, russo, espanhol e português. É editor chefe de uma nova edição das obras de Bruno e, com Yves Hersant e Alain Segonds, de três coleções de clássicos junto à Les Belles Lettres, de Paris. 

Na Itália, é editor chefe das coleções “Sileni” da Editora Liguori, “Classici del pensiero europeo” da Editora Nino Aragno e “Classici della letteratura europea” da Editora Bompiani. É Secretário Geral do Centro Internacional de Estudos Brunianos, membro do Conselho Científico do Instituto Italiano para os Estudos Filosóficos e membro do Comitê Científico da « Albertiana » e do « Journal de la Renaissance ». É também articulista do jornal "Corriere della Sera".

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

David Grossman

David Grossman (Jerusalém, 1954) é um escritor israelense. A obra do escritor é mundialmente conhecida pelo tom pacifista e esquerdista. 

O intelectual defende que a literatura pode ser uma poderosa arma para resgatar a dimensão humana do conflito. Ele assina a autoria de mais de vinte livros, traduzidos em vários idiomas, sendo que quatro deles já estão no mercado brasileiro. 

Além de suas histórias e personagens, falou sobre a literatura israelense e seu aspecto político. Grossman perdeu seu filho Uri, na Guerra Israelo-Libanesa de 2006. 

Obras: Ver Amor:Romance, Editora Nova Fronteira; A Mulher Foge, Editora Cia das Letras; Duelo, Editora Cia das Letras; Mel de Leão, Editora Cia das Letras; Alguém para correr comigo, Editora Cia das Letras; Desvario, Editora Cia das Letras;